PRIORIDADES

Postado por Bio Preserva

Eu tenho olhado por aí pela UFMA e pensado na inutilidade absurda de algumas coisas. Como um arco de ferro que deve ter sido muito caro na bancada de venda de crédito do R.U., uma tevê de plasma no do CEB e na Vivência, que não tem som, não passa nada de interessante, ninguém assiste e não serve pra absolutamente nada, além de terem sido bem caras também.

Quer dizer, arcos e tevês de plama.

Coisas inúteis que gastam o dinheiro público que devia estar sendo investido em professores, salas, estrutura, segurança e salários. Às vezes eu penso que tais imbecialidades são propositais, em virtude do mascaramento da zuação que é nossa universidade, para não escrever xingamentos piores. Quem vai pensar que a casa dos estudantes é precária se tem uma linda tevê no caminho que você toma para ir ao banco? Todos vão pensar que oras, as coisas estão indo muito bem!. Tudo isso meio inconscientemente, como aquelas imagens de pipoca que passam em milésimos de segundo no cinema. Está acontecendo, mas a gente não vê realmente, embora sejamos influenciados por ela. Acho que essas burradas são propositais, são uma tintura bonita que cobre uma parede que está caindo aos pedaços em todos os termos. Eu xingo a tevê em voz alta toda vez que passo por ela.

O alto escalão da UFMA não age com inteligência em termos de gastos, até porque os bolsos deles estão estufados de tão cheios. Enquanto isso as toneladas de copos descartáveis se acumulam e o lixo cresce à vista de todos, espalhando mau cheiro. Mas o que vejo no R.U. são estudantes que não sabem, ou não se importam, ou que não se importariam nem se lhes fosse esfregado na cara. Estudantes que tiram dois copos por pura preguiça de devolver o sobressalente. Estudantes que não olham pra lixeira e não vêem aquele acúmulo de desperdício.

Enquanto isso a própria biologia está muito preocupada em decorar tipos de esporângios, ou coisa parecida, em vez de parar de ficar só falando e ir fazer algo de últil. A gente perde tempo lendo essas coisas e esquecendo tudo umas semanas depois enquanto deveria ter aula no mato, realmente reconhecendo e tocando as pteridófitas. Esse sistema de ensino tá falido. Eu até estudava, mas perdi vagamente o interesse. Estou profundamente deprimida com as prioridades de algumas pessoas. Mas só o que podemos fazer é olhar pra frente e estudar essas coisas inúteis, enquanto não subimos de posto e revolucionamos o ensino no Maranhão. "Até parece", você deve estar pensando agora.